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PaixãoFC Blog
22/01/2006
AS NOVIDADES

ESTE BLOG FOI HOJE OFICIALMENTE ENCERRADO!

TODOS OS MEUS ARTIGOS DE OPINIÃO SOBRE FUTEBOL PODEM SER ENCONTRADOS AGORA EM www.paixaofc.tk

 ESPERO QUE APARECAM E GOSTEM. ATÉ SEMPRE!


Posted by JNC at 3:58 PM GMT
Updated: 05/02/2007 1:01 AM GMT
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21/12/2005
Boas Festas e Novidades para Breve
Sei que tenho escrito pouco para o Paixão FC. Desta vez é mesmo o excesso de trabalho que me impede de fazer melhor do que isto. Mas avizinham-se mudanças importantes neste blog e o novo ano vai trazer novidades de relevo. Preparem-se

Para já, resta-me desejar BOAS FESTAS a todos e um GRANDE 2006 de muito e bom futebol!

Abraços a todos.

Posted by JNC at 4:24 PM GMT
Updated: 21/12/2005 4:25 PM GMT
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24/11/2005
Para mim chega!
Hoje é a última vez que me refiro ao senhor treinador holandês do FC Porto.

Ontem esgotou-se o resto da minha paciência - muda a equipa que tinha estado bem contra a Académica, tira central ao intervalo para meter avançado-centro, depois tira médio para pôr central e deixa quatro jogadores de ataque quando quis segurar o empate. O que ficou a nódoa do Jorginho em campo? Não se entende nada.Uma verdadeira confusão na cabeça de uma verdadeira anedota de treinador. Como ele nos enganou bem durante alguns meses.

Vê-se a sua (in)competência no banco na forma como não sabe segurar um resultado positivo: em Glasgow, em Milão, na Madeira, em casa com o Artmedia (a ganhar 2-0), ontem. Afinal, o que aconteceu no último minuto da segunda mão das meias finais da Taça UEFA no Alkmar-Sporting da época passada não foi um acaso. O homem não percebe mesmo nada da noção de equilíbrio de uma equipa de futebol.

E assim se desperdiça uma oportunidade de ouro para chegar aos oitavos de final da CL num grupo ridículo, patético mesmo. Rangers e Artmédia, equipas medíocres. E a culpa é apenas do senhor do costume.

Só a talho de foice: o colega dele do Benfica não é melhor. A estratégia para Paris foi outra anedota. Claro que como os comentadores dos media apenas fazem as suas análises em função do resultado dos jogos, até elogiaram Koeman. Chamaram-lhe realista. Gostava de saber o que lhe teriam chamado se o Lille tivesse ganho a partida. Assim é fácil ser comentador. Mas para mim uma coisa foi clara: Koeman é medroso, lê mal o jogo (tal como Adriaanse) e como treinador até dá vontade de rir.

Por tudo isto, estou mesmo a ver que estes dois génios da bola vão levar um grande banho de Jesualdo Ferreira e do Paulo Bento. Não se trata de uma opinião patrioteira (até porque ponho o FC Porto muito à frente da nação) mas de uma previsão. Veremos se tenho razão ou não.

E, pronto, contem com outro tipo de assuntos em breve, porque para mim o senhor CO acabou!

Posted by JNC at 2:10 PM GMT
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22/11/2005
Uma equipa de sonho
Como o futebol não vive só do presente, aqui fica um exercício de memória.

UMA EQUIPA DE SONHO DO FC PORTO

Tendo em conta que apenas se usam quatro defesas desde os anos 60, escolhi um sistema com apenas três homens recuados. Esta é claro uma equipa de ataque, mas assim dá mais gozo...
Como guarda-redes, Vítor Balizas, quero dizer, Vítor Baía, um dos maiores símbolos de sempre do clube, jogador mais titulado (a nível de clubes) do Mundo. Na linha defensiva, o “capitão” João Pinto, imagem de marca da mística guerreira do clube, a par do também campeão europeu e seu sucessor, Jorge Costa. A completar o trio, uma referência de profissionalismo, entrega ao clube e subtileza na função defensiva, Aloísio.
O meio campo tem como “trinco” o todo-o-terreno André, campeão europeu em 1987, capaz de suster o ímpeto de qualquer adversário e ainda ir à frente, atacar e marcar golos. Para funções mais ofensivas os médios de ataque Deco e Hernâni, construtores e pensadores de jogo de tipo distinto mas igualmente exímios e inesquecíveis.
O ataque é verdadeiramente avassalador, mistura de velocidade estonteante e técnica sublime: na direita, Madjer, “O Artista”, um dos melhores jogadores africanos de sempre; na esquerda, o supersónico Paulo Futre, e no meio uma dupla que, junta, faria golos incontáveis: Pinga, que os seus contemporâneos consideraram o melhor jogador português antes do surgimento de Eusébio e o “Bi-Bota de Ouro” (duas vezes melhor marcador europeu) Fernando Gomes. Que “onze de sonho, com oito campeões da Europa e três outros jogadores que bem o mereciam ter sido (apesar de todos terem, pelo menos, o estatuto de bi-campeões nacionais).

Os suplentes:

Siska, guarda-redes húngaro (naturalizado português), tão dotado que era conhecido por “O Meia-Equipa”, fica no banco (lugar que conheceu bem, já que seria um dos três treinadores na história do clube que conquistou títulos enquanto jogador e treinador do clube, juntamente com José Maria Pedroto e outro seleccionado, António Oliveira).
Três defesas suplentes, a pedirem meças aos titulares: Ricardo Carvalho, Fernando Couto e o pontapé canhão Branco.
Mais dois génios da bola para reforçar o meio campo: outro rematador mítico, Araújo, o “fura redes”, e o imprevisível António Oliveira.
Se fosse necessário assegurar mais velocidade no ataque, temos o extremo direito Valdemar Mota; e para garantir golos sem conta, entra Jardel.




O onze de sempre:

Vítor Baía (90 e 00’s)

João Pinto(80,90) Jorge Costa(90e00) Aloísio(90’s)

André (80 e 90’s)

Deco (00’s) Hernâni (50’s)

Pinga (30 e 40’s)

Madjer (80’s) Gomes (70 e 80’s) Futre (80’s)



Suplentes:

Siska (20’s); Branco (90’s), Ricardo Carvalho (00’s), Fernando Couto (90’s), Araújo (40 e 50’s), Oliveira (70’s), Valdemar Mota (30 e 40’s) e Jardel (90’s)


Posted by JNC at 5:29 PM GMT
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02/11/2005
Uma derrota com assinatura
Vou directo ao assunto: Co Adriaanse teve imensas responsabilidades na derrota do Porto em San Siro. Pessoalmente, começo a perder a paciência para a arrogância e algumas decisões deste holandês complexado.

E tenho pena. Porque comecei por simpatizar com a sua apregoada filosofia de jogo de ataque, a sua atitude desassombrada e disciplinadora. Gostei de ver a equipa jogar para a frente, apesar de recear a falta de equilíbrio demonstrado.

Mas agora começo sinceramente a pôr tudo isto em causa. Até a suposta filosfia de ataque parece que só funciona em certos casos, perante as "pobres" equipas portuguesas, que Adriaanse claramente despreza, mas não frente ao "poderoso" Inter de Milão (afinal de contas uma equipa muito mediana tendo em conta os milhões investidos). E assim, Adriaanse amedronta-se, tira médios e mete centrais e estraga tudo o que fora construído com muita sorte à mistura e um dos pontapés mais impressionantes que já vi. O homem mostrou que uma parte do seu discurso é conversa da treta e deu no que deu.

E de nada valeram a exibição fantástica de Vítor Baía (como é possível não ser este o nº 1 da Selecção Nacional?) e aquele golão do Hugo Almeida. Acabamos por dar uma fraca imagem, marcando um golo e recuando para dentro da área como fez o Setúbal no Dragão. E é isso que mais me irrita: eles também poderiam dizer que podiam muito bem ter jogado sem guarda-redes, não é Mister Co(ward)?

Posted by JNC at 2:41 PM GMT
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28/10/2005
O flamengo, afinal, muda!
Graças a Deus, o homem não é inabalável e também sabe mudar. Claro que Adriaanse não admite publicamente que teve de dar o braço a torcer mas foi o que aconteceu. E isso é o mais importante. Pelo menos para o FC Porto, mesmo que haja quem gostasse que fosse de forma diferente. Mas isso é normal e sadio.

Colocar um defesa esquerdo de raiz e, mais importante de tudo, introduzir um trinco, foi o que bastou para dar equilíbrio ao FC Porto (mais o regresso de Pedro Emanuel, mas esse estava lesionado antes). Custou muito?

Espero que certas pessoas percebam de uma vez por todas que gostar de jogar ao ataque não tem nada a ver com descurar totalmente o equilíbrio da equipa. Talvez muita gente não saiba mas os grandes protagonistas do chamado "Futebol Total" dos anos 70 (de que Adriaanse é com certeza grande admirador e seguidor), o Ajax e a Selecção holandesa, muitas e muitas vezes empataram a zero e ganharam por 1-0, o que não os impediu de serem exemplos maiores do futebol de ataque "sem merdas" (voltando a uma expressão que utilizei há uns tempos), e ao mesmo tempo de ganharem muita coisa, entre várias Taças dos Campeões, presenças em finais de Mundiais, etc. E porquê? Porque apesar do futebol ofensivo caracterizar estas equipas, elas eram equilibradas, coesas, verdadeiras equipas. E para isso há que defender e atacar. É assim tão complicado de perceber?

Não sei o que vai acontecer a seguir ao Porto. Mas tenho a sensação de que as mudanças implementadas e a feliz vitória perante o Inter (alguma vez esta equipa havia de ter sorte...) podem ter invertido um rumo dos acontecimentos que parecia viciado após a noite negra do jogo em casa com o Artmédia.

A vitória na Madeira foi já de outro campeonato - uma manifestação clara de poder ofensivo e ao mesmo tempo de coesão e equílibrio num campo onde poucos vão passar e muito menos com aquela classe. Até parecia um Porto de outros (ainda bem recentes...) tempos felizes.

Mas nada de euforias. Esta é acima de tudo, uma equipa em construção. Que isso não seja esquecido.

Uma nota final: é da mais elementar justiça que se por várias vezes aqui acusei Quaresma de ser um dos maiores casos de auto-desperdício de talento que conhecia, agora tenha a obrigação de chamar a atenção para a transformação que se nota no jogador: trabalha para a equipa, sem perder as suas melhores características e tem feito a diferença. Mérito dele, claro, mas também de Adriaanse, não tenho grandes dúvidas disso. Que seja para continuar e , porque não?, melhorar!

Posted by JNC at 10:21 PM BST
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18/10/2005
E agora, Mister Co?
Não posso dizer que fiquei surpreendido pelo que se passou no Dragão, no passado sábado.
Koeman foi mais arguto taticamente do que Adriaanse (também não é difícil...), provou que soube dar o braço a torcer relativamente às ideias que quis implementar anteriormente e que não resultaram (o mesmo não se podendo dizer de Adriaanse), e venceu. O Benfica jogou mais -à "`Porto" -, foi mais equipa, mostrou equilíbrio, a defesa portou-se à altura e mereceu totalmente a vitória. Nada a dizer.
O Porto parece não se ter levantado ainda da queda feia que foi o jogo com o Artmedia. Por vezes acontece que as equipas não se voltam a levantar depois de certas escorregadelas marcantes. O Sporting, por exemplo, ainda não se levantou desde o balde de água fria da Luz no ano passado, complementado com a perda da oportunidade de ganhar a Taça UEFA, actuando em casa.
O treinador tem um papel fundamental a desempenhar nestes casos e não é com teimosias absurdas que vai lá: já toda a gente, menos Adriaanse, percebeu que a defesa está desequilibrada, com excesso de juventude no centro e de adaptações nas laterais. Assim como toda a gente, menos Adriaanse, já viu que para compensar esta situação havia pelo menos que jogar com o médio mais posicional, para sanar alguns desequílibrios.
O que receio sinceramente é que mesmo que Adriaanse seja competente para construir uma equipa equilibrada (e já tive mais certezas sobre isso). tal objectivo leva tempo, custa dissabores e no Porto (como nos outros "grandes" portugueses) essas são coisas que não existem para os seus adeptos.
Não vejo é que adiante muito, desde já, querer mudar o treinador, continuando uma tendência que sabemos por experiência dar maus resultados.

P.S. O que não quer dizer que não haja situações em que tal tem que ser feito - vejam o caso Peseiro. O homem até já mete pena, deixem-no ir embora, descansar um pouco e decidir se vale a pena continuar na profissão tendo um perfil tão declaradamente de "loser". Sim, porque, infelizmente, a vida é injusta.

Posted by JNC at 2:56 PM BST
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07/10/2005
Saudades
Aproveitando a paragem no campeonato - para a conquista do dificilimo ponto contra a melhor selec¿¿o do Mundo e arredores, quem sabe o que pode acontecer, quem sabe??!! Que emoção, meu Deus! - vou mudar um pouco de assunto, porque a verdade é que isto tem sido só Adrianse por todo o lado.

Como estou a preparar um pequeno trabalho sobre o saudoso Estádio das Antas deixo aqui algumas ideias e curiosidades que espero achem interessantes.

Ponto pr¿vio: adoro o Estádio do Dragão, acho-o belíssimo e funcional. Ao mesmo tempo não me parece questionável o avanço que representa para o futebol português a construção dos novos estádios, já que se espera que eles possam atrair muito mais espectadores, fartos da falta de condições dos estádios antigos. Eu tamb¿m passei, e de que maneira, pela provação de ver futebol sob chuva torrencial, ao frio, sempre com o desconforto presente.

Não me peçam é para acreditar que tudo foi feito de uma forma politicamente responsável, tendo em conta as prioridades normais de um país razoável. Nem me peçam para pensar que com a construção dos estádios tudo se resolveu e que agora tudo vai ser perfeito.

Esquecer. Eis algo que em Portugal fazemos com toda a facilidade do mundo. A forma como lidamos com a memória dos antigos, belos e tão significativos estádios dos "grandes" é um bom exemplo de como se vive o futebol (e resto) entre nós - sem qualquer respeito pela sua história e pelos seus significados mais profundos.

E não tenhamos dúvidas de que o futebol apenas pode ser bem sucedido como ind¿stria se souber respeitar a sua essência e a sua história como instituição social e cultural.

Talvez por isso, enquanto adepto assumido do FC Porto, a satisfação causada pela inauguração do Estádio do Dragão nunca poderia ser maior do que as saudades que tenho do Estádio das Antas.

O estádio é o principal símbolo físico de qualquer clube de futebol, e o artefacto número um da sua cultura, resultado das suas conotações históricas, cénicas, religiosas até. Na verdade, estes locais chegam a ter conotaçõees quase religiosas, como locais de "devoção" de uma lealdade, pelo que s¿o muitas vezes apelidadas de “catedrais”.

Para muitos adeptos do FCP, o Estádio das Antas foi durante muitas décadas como que uma segunda casa, onde vivia a sua segunda "família". O Est¿dio era um local central das memórias pessoais e colectivas, elemento preponderante da história do clube. Para qualquer adepto do FCP, o Estádio das Antas continua a ser um grande motivo de orgulho, constituindo um dos principais símbolos do clube, e da cidade do Porto.

Para terminar deixo aqui um conjunto de "curiosidades" sobre a vida do Estádio das Antas:


PRINCIPAIS CONQUISTAS DO CLUBE ENQUANTO SEDIADO NESTE ESTáDIO

Campeonatos Nacionais: 18 (num total de 20 ganhos)
Taças de Portugal: 12 (num total de 12)
Supertaças: 12 (num total de 13)
2 Taça dos Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
1 Ta¿a UEFA



RECORDES

Mais tempo sem derrotas (geral, incluindo particulares, ta¿as e competiçõees europeias) : entre 21.08.83 e 10-05.87 – quase 4 anos
Mais tempo sem derrotas para o campeonato entre 14/03/1982 e 07/05/89 (sete anos)
Mais vitórias seguidas para o campeonato :
11.01.87 - 24.08.88: 25 vit¿rias consecutivas
Mais tempo sem sofrer golos (jogos oficiais):
Geral: 12.05.91 – 05.02.92: 13 jogos consecutivos
Campeonato: 12.05.91 – 08.02.92: 10 jogos consecutivos

Mais golos marcados por um jogador:
para o campeonato: 5 - Gomes ao Estoril –, 31 de Outubro de 1982 (6-0)
para a Taça: 7 (em 45 minutos) - Jardel ao Juventude de Évora . – 17.12.97 (9-1)



20 GRANDES MOMENTOS NA HISTóRIA DO ESTÁDIO

1 – InauguraÇÃo do Est¿dio: 28 de Maio de 1952
2 – Primeira vitória da selecãoo nacional sobre a Inglaterra (3-1): 22 de Maio de 1954
3 – Vitória por 5-2 sobre o Real Madrid: 17 de Abril de 1955
4 – Decisão Campeonato com Académica (3-0) (após 15 anos de jejum): 26 de Abril de 1956
5 – Primeiro Jogo da TaÇa Campe¿es (A. Bilbao): 20 de Setembro de 1956
6 – Apuramento Mundial-66, 0-0 Checoslováquia: 31 de Outubro de 1965
7 – Quatro golos do Lemos ao Benfica: Janeiro de 1971
8 – Final da Taça com Braga (1-0): 18 Maio de 1977
9 – Duda marca quatro ao Man United (4-0), Taça das Taças, fim de 1977
10 – Fim de 19 anos de jejum no campeonato: 10 Junho de 1978 - Porto, 4 - Braga, 0
11 – Vitória 1ª supertaça oficial versus Benfica (4-1) – 1981
12 – Início da campanha T. das TaÇas: D. Zagreb (2-1): 28 Setembro 1983
13 – Goleada (5-1) ao Belenenses para celebrar campeonato: Maio de 1985
14 – Bicampeões – 4-2 ao Sp. Covilhã: 21 de Abril de 1986
15 – Meia-final TCE, 2-1 ao D. Kiev: 8 de Abril de 1987
16 – Supertaça Europeia, 1-0 ao Ajax: 13 de Janeiro de 1988
17 – TRI: Maio de 1997
18 – PENTA: Maio de 1999
19 – Celebração dos 50 anos do Estádio: 28 de Maio de 2002
20 - Vit¿ria (4-1) sobre a Lázio de Roma – meia-final da Ta¿a UEFA



Posted by JNC at 1:41 PM BST
Updated: 07/10/2005 2:06 PM BST
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29/09/2005
Da goleada à desgraça
O futebol é mesmo incrível. Não admira que seja uma das formas culturais mais importantes e populares da modernidade.
Ontem fui pela primeira vez nesta época ao Dragão - quis assim celebrar o aniversário do meu clube. E saí de lá com vontade de tudo menos de celebrar coisa alguma.
Não é preciso descrever o que se passou - quase toda a gente viu ou já leu sobre o assunto.
Interessa-me muito mais tentar perceber como algo assim pode acontecer e olhar um pouco para as reacções ao sucedido.

Não exagero com certeza se disser que havia antes deste jogo uma certa euforia com o Porto de Adriaanse: grande futebol, espectáculo garantido, estilo "ninguém nos pára".
Não me dá prazer nenhum vir agora dizer que já tinha avisado para os perigos da forma como este Porto joga e as limitações óbvias que a equipa demonstra. Preferia não ter tido razão antes e ter saído do Dragão a sorrir.
Claro que o Porto teve azar - mesmo muito azar: teve carradas de oportunidades claras de golo, podia ter feito o terceiro logo a seguir ao segundo, eles foram lá três vezes e fizeram três golos, etc e tal.
Mas já repararam que em Glasgow aconteceu o mesmo e que em Braga também merecíamos ganhar claramente?
As coisas não acontecem só por acaso - a verdade é que acontecem principalmente quando nos "pomos a jeito" para que aconteçam. E não é isso que o Porto fez ontem? Jogou com dois laterais "inventados", que pouco defendem, com apenas dois médios que são "ofensivos", e pouco defendem, com dois alas, que só olham a baliza contrária, e nada defendem. Pará lá do "nº 10"e do avançado, de quem não se espera que percam muito tempo a defender. Para terminar temos os dois centrais, que são "verdes" para estas andanças, separadamente quanto mais em conjunto
E, claro, depois as desgraças acontecem...O azar persegue-nos, pobres de nós.

Com isto não quero dizer que não goste do estilo e filosofia de jogo de Adriaanse: admiro que jogue sempre para marcar, mesmo a ganhar 2-0. O que não gosto é de falta de rigor numa dimensão fundamental de uma equipa de alta competição: equilíbrio defensivo.

No entanto, temos que ter a noção de que esta é uma equipa ainda em construção e há que dar tempo ao trabalho que está a ser feito, e bem feito.

Se calhar, fez-se foi demasiado barulho antes do tempo, como habitualmente acontece entre nós. E designadamente nos jornais e nas Tvs já se falava da oitava maravilha do futebol moderno a propósito desta equipa do FC Porto.
O que mais me choca é que são os mesmos que disseram essas atoardas que agora vão crucificar o homem e dizer que afinal é tudo uma merda.

Mas a verdade é que já estamos habituados a estes discursos e a esta gente (veja-se o editorial do director de "A Bola" de hoje). Falta a paciência para o de sempre - a ditadura dos resultados e os comentários oportunistas, rancorosos e viciados - e por isso cada vez mais me convenço: para ver futebol (no estádio ou na TV) basta-nos os nossos olhinhos, porque os ouvidos bem podem estar ocupados com outra coisa - seja música ou o bendito silêncio. Só temos a ganhar!

Saí do Dragão triste - não me lembro de o Porto perder um jogo tão mal perdido - mas não tenho dúvidas de que é agora que esta equipa mais precisa de apoio e a forma como reagir a esta derrota ditará muito do que vai acontecer no resto da época.

Agora, vamos ver se Adriaanse é mesmo bom, ou apenas...interessante.

Posted by JNC at 7:08 PM BST
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14/09/2005
Assim custa...
Custou ver o Porto perder injustamente em Glasgow. Foi daquelas derrotas que não se engolem facilmente e ainda para mais sabendo como são importantes os jogos de estreia na CL.

Mas não podemos pensar que foi apenas azar e injustiça - este jogo pode dizer-nos bastante sobre o Porto de Adriaanse, confirmando aliás algumas ideias que já era possível esboçar antes.

O resultado de um jogo de futebol nunca é explicável apenas com um factor, seja ele a arbitragem, a sorte, as opções dos treinadores, o estado do terreno ou do tempo. É sempre um todo complexo, embora se possam separar as partes, ainda que apenas em termos analíticos.

Depois de uma vitória suada, mas plenamente justa,perante o Rio Ave (só alguém que tenha visto outro jogo pode colocar em questão a justiça da vitória ou a qualidade e dinâmica do jogo colectivo do Porto nesta partida - apesar das limitações na concretização), o Porto de Glasgow mostrou que podemos contar com ele como fornecedor de grandes espectáculos futebolísticos neste época.

É uma equipa de risco, ofensiva, que nunca joga para o empate, mesmo quando este parece ser um bom resultado em certos momentos. Nesta partida mereceu a vitória, jogou mais, rematou mais, controlou quase sempre as operações. Mas entre o azar (que se estendeu a duas lesões gravese a jogar com dezos quinze minutos finais) e a falta de pontaria dos avançados acabou por perder 3 pontos.

Mas não se pense que se pode justificar esta derrota apenas com o azar. A verdade é que pela sua maneira de jogar (e de encarar o jogo) e por algumas limitações graves que apresenta,o Porto de Adriaanse "põe-se a jeito" para estas situações.

- primeiro, porque joga totalmente aberto, olhos nos olhos do adversário,em qualquer campo e em qualquer situação.
- segundo,porque é uma equipa construída de frente para trás,em que a primeira preocupação é atacar: note-se que o Porto apenas joga com dois centro campistas puros, Lucho e Ibson, e nenhum deles é de carácter defensivo.
- terceiro, a defesa do Porto desta época tem sido extremamente frágil (também por falta de apoio do meio campo), quer por alto, quer nas jogadas rápidas. O que vale é que os defesas também marcam golos. Ou seja, até os defesas jogam ao ataque...
- quarto, faltam homens golo,para que seja possível, mesmo sofrendo três, marcar quatro. Sem McCarthy, as coisas ficam ainda mais difíceis.

Tudo isto não quer dizer que não seja admirável ver o Porto jogar, ver a ousadia do treinador, a meter avançados quando as coisas correm mal e a controlar o jogo, a esmagar o oponente, mesmo jogando fora de casa. Mas parece um futebol demasiado idealista, demasiadas vezes condenado ao insucesso, a esta sensação de injustiça. Num tempo de futebol cada vez mais "científico", aparece este autêntico Dom Quixote do futebol, a dizer-nos que o ataque é sempre a melhor defesa. Ora, se calhar nem sempre é assim, ou pelo menos convém que a sorte ajude um bocadinho...

Ontem, custou ver o Porto perder daquela forma. Mas não haja dúvida que a vontade de ver esta equipa jogar só pode aumentar...

Posted by JNC at 2:19 PM BST
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